21 maio 2009

Sombras e Poesias




Vento forte que agora sopra,
impiedoso és com as folhas secas.
Amareladas e frágeis se equilibram
num fio de vida que ainda resta,
aresta de um tempo que se fora,
onde o ar clorofilado reinava.


Brisa impetuosa que abala,
sua melodia remete
aos cantos fúnebres de saudade.
Vejo as folhas secas pelo chão,
suas hastes estalam sob os pés,
restos da vida macerado, moído.
Folha que fora, hoje ruído,
do seu triturar, é só o que és.


Aragem que desliza por entre as copas,
a leveza das folhas me lembram
os sonhos alegres que tive.
Mesmo sendo noite, os sonhos luziam
então veio o sol, luz que as sombras dissipam,
que apaga o brilho das fantasias.
Dos sonhos sonhados restaram sombras e poesias.




k4akis

2 comentários:

Leninha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leninha disse...

Perdoa se venho assim...
se venho sem ser convidada...e descubro que por aqui tbm habita um sol...
quem detém as luzes que me impulsionam a vir e ver tuas cores?
Ser de grande sensibilidade...te deixo um braço carinhoso
e o calor de Solzinho.