06 fevereiro 2010
14 dezembro 2009
"BREVE PENSAMENTO"
06 dezembro 2009
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Paradoxos diversos...
Neste mapa de olhares,
Segredavam dizeres,
Cândidos pomares de frutas meigas,
Servidas ao cair da tarde,
Entre beijos e confidências,
Porquanto o céu vestia-se de crepúsculo,
Num tom avermelhado escuro,
Trazendo em colo a lua,
Meio tímida encoberto por nuvens,
Que refletia nossos corpos,
Meio nus deitados estirados complacentes,
Somente bebendo o luar e suas magias,
Vivendo todo o infinito segundo,
Que nos tragava docemente,
Por devaneios de risos primaveris,
Fazendo florescer em nossas mentes,
A púrpura razão do amor ocasional,
Que tão felizes buscávamos,
Na paradoxal rotina de nossos viveres...
Neste mapa de olhares,
Segredavam dizeres,
Cândidos pomares de frutas meigas,
Servidas ao cair da tarde,
Entre beijos e confidências,
Porquanto o céu vestia-se de crepúsculo,
Num tom avermelhado escuro,
Trazendo em colo a lua,
Meio tímida encoberto por nuvens,
Que refletia nossos corpos,
Meio nus deitados estirados complacentes,
Somente bebendo o luar e suas magias,
Vivendo todo o infinito segundo,
Que nos tragava docemente,
Por devaneios de risos primaveris,
Fazendo florescer em nossas mentes,
A púrpura razão do amor ocasional,
Que tão felizes buscávamos,
Na paradoxal rotina de nossos viveres...
Nostalgia

Os casacos de invernos passados
podem esconder tesouros nos bolsos
que às vezes,
simplesmente
Não vemos o vento do outono
trazer pela janela
Os bem-te-vis
falam mais por nós
Enquanto procuramos os ninhos
que não estão mais lá
Os ninhos
que deixamos partir
Fatos, fotos,
que nem precisam estar no papel,
despencam suaves como penas
E se unem
numa colcha de retalhos,
as águas todas
de um mesmo oceano
podem esconder tesouros nos bolsos
que às vezes,
simplesmente
Não vemos o vento do outono
trazer pela janela
Os bem-te-vis
falam mais por nós
Enquanto procuramos os ninhos
que não estão mais lá
Os ninhos
que deixamos partir
Fatos, fotos,
que nem precisam estar no papel,
despencam suaves como penas
E se unem
numa colcha de retalhos,
as águas todas
de um mesmo oceano
Na pele e a Morte.

O arrepio na pele que gela
o sangue
decerto altera o pulsar da mente.
Basta ver um guerreiro valente
que se depara
em breve instante
com a morte traiçoeira.
A traiçoeira morte não permite defesa,
é cruel, é fria, é coisa de gente.
Os homens que transitam por shoppings estão barbeados e não temem a morte.
As mulheres no fast-food conversam sobre os cabelos e não temem a morte.
O garoto do delivery, o cão-pastor da Polícia Militar, alguns psicopatas,
os transcendentais,
nenhum deles, que conheço ocasionalmente,
temem a morte.
Mausoléus silenciosos e muros petrificados escondem
as vidas que pulsam no além, dizem.
Que pulsam e não é no além-mar,
que esgotam todas as possibilidades do viver e estão reclusas.
Os insaciáveis e os antagônicos em debates intermináveis...
trapos puídos engavetados!
Silenciosos orgasmos de seres tiranos,
navegadores de oceanos que buscam
frenéticos
os seres das grutas escuras.
O arrepio na pele pode ser um aviso.
O arrepio é o toque do cetro do mago e do nada,
enquanto girando o momento esperado sangrar.
o sangue
decerto altera o pulsar da mente.
Basta ver um guerreiro valente
que se depara
em breve instante
com a morte traiçoeira.
A traiçoeira morte não permite defesa,
é cruel, é fria, é coisa de gente.
Os homens que transitam por shoppings estão barbeados e não temem a morte.
As mulheres no fast-food conversam sobre os cabelos e não temem a morte.
O garoto do delivery, o cão-pastor da Polícia Militar, alguns psicopatas,
os transcendentais,
nenhum deles, que conheço ocasionalmente,
temem a morte.
Mausoléus silenciosos e muros petrificados escondem
as vidas que pulsam no além, dizem.
Que pulsam e não é no além-mar,
que esgotam todas as possibilidades do viver e estão reclusas.
Os insaciáveis e os antagônicos em debates intermináveis...
trapos puídos engavetados!
Silenciosos orgasmos de seres tiranos,
navegadores de oceanos que buscam
frenéticos
os seres das grutas escuras.
O arrepio na pele pode ser um aviso.
O arrepio é o toque do cetro do mago e do nada,
enquanto girando o momento esperado sangrar.
Eu Quero a Eternidade

Estradas floridas com girassóis
União do amor com a paz
Quero percorrer o seu caminho
Utilizar um trajeto feito por nós
Embriagar-me de sua paixão
Resolver seus problemas nunca sozinho
Organizar sua vida de contramão
Abrir um leque de soluções
Eternizar as saídas
Trabalhar muito para termos o melhor
Enriquecer de saúde
Rir do meu próprio suor
Na beleza de ter plenitude
Indo e vindo com você do meu lado
Doar sem querer nada em troca
Algum lugar para ser coroado
Dúvidas, muito poucas, existirão
Estaremos sempre além do certo e do errado.
[clarificação.]

A escuridão não me deixa caminhar
Ir tão longe que perde aos olhos
Olhos que não secam
Passam noites afogados
E os dias escondidos
Escondidos nos sorrisos que não existem
Tento correr
Tento fugir
Não posso
Dou a cara à tapa
Dou o corpo aos murros
Doo os lábios aos beijos
Fujo da multidão
Mergulho em mim, encontro o nada
Tento sonhar, quero viver
Inalar
Respirar felicidade
Aspirando liberdade
Sinto os bons ventos
A cor da água
E o cheiro doce
Faço-me luz.
[o ciclo.]

Achei que minha respiração não mentia
Que minha essência não se enganava
Mas não
Aqueles olhos que outrora refletiam o sabor que emanava de seu sorriso
Cerraram
Aquela boca que ontem não proferia outro som que não fosse o amor
Calou-se
Despencando como um corpo gélido e sem cor
Para a não gravidade da solidão
O breu mais uma vez esfriou o chão do quarto
E o resto da casa
Desmetamorfoseou a borboleta
És lagarta outra vez
Que transformação é essa?
Que um dia é Luz,
Outro dia sou eu?
Algumas imagens de respiração atemporal

Quando nada lhe prende a nada
E tudo está tão ridículo
Quanto natural
É que não preciso nem gostar do que aparece
Mas se aparece e me faz calar por instantes transparentes
E me deixa horas refletindo
Sobre praticamente seus mistérios
Seus problemas
Seus gozos
Suas áureas
É que em fios de ouro
Cai em mim gotas espessas
Dos sonhos mais puros
Das melhores lembranças
Do velho balanço
Do meu sorriso em seus olhos
Do toque sem querer
Distante de tudo
Perto do nada
Na escuridão das almas que o tempo levou
E traz de de volta em um livro
Em um filme
Em uma careta
Em nosso amor
Tão dissonante como o coro de guitarras humanas
Em um precipício
Caindo em desesperos entre as cordas
Mas feliz
E olha que nao gostava tanto assim
#

Li no jornal...
Que o mundo pirou, enlouqueceu...
Que ninguém se achou naquele fim,
Que até o doutor se perdeu por fim,
Que o meliante se arrependeu do acontecido,
Que a rosa murchou na porta dos apaixonados,
Que o amante fugiu solitário pois não encontrou ninguém para amar,
Que o assassino se matou antes de matar a suposta vítima,
Que o poeta esqueceu das palavras pelo caminho,
Que o cachorro sem dono se perdeu na encruzilhada da rua paralela,
Que o mar secou inundando a terra seca,
Que o vento parou silenciando os gemidos no varal das roupas,
Que as lágrimas se espalharam pelo chão deixando suas rugas sem nome,
Li no jornal...
Que o mundo pirou, enlouqueceu...
Que ninguém se achou naquele fim,
Que até o doutor se perdeu por fim,
Que o meliante se arrependeu do acontecido,
Que a rosa murchou na porta dos apaixonados,
Que o amante fugiu solitário pois não encontrou ninguém para amar,
Que o assassino se matou antes de matar a suposta vítima,
Que o poeta esqueceu das palavras pelo caminho,
Que o cachorro sem dono se perdeu na encruzilhada da rua paralela,
Que o mar secou inundando a terra seca,
Que o vento parou silenciando os gemidos no varal das roupas,
Que as lágrimas se espalharam pelo chão deixando suas rugas sem nome,
Li no jornal...
05 dezembro 2009
A Contração

Conforme as águas daquele rio passam,
perto as rochas se arrepiam
Rocha mole contrai um nervo
E dilata as veias
Para que se deslize suavemente entre elas
seu contorno inteiro
Mas enquanto o tempo passa,
e ele não carece motivo,
ainda é hoje
E hoje-ontem e amanhã-hoje
As folhas do calendário se esculpem,
pedra sólida e pura,
Nas rochas oculares que capturarão
o mundo e o esculpirão,
pedra maleável e diversa,
Para si
Mas não!
Trago uma caçamba cheia de hojes que,
água murcha e pálida,
Enverniza.
Remove aquelas digitais
amassadas na pedra com paixão
Lixa o suor
deixado na veia da pedra pelo trabalho
E o céu de dia é tão simplesmente azul
O fogo é tão simplesmente vermelho
As comidas tem somente o próprio gosto
Meus pés sentem o chão somente
Minha pele sente a pele somente
Minhas artérias sentem o sangue somente!
Mas basta...
Basta a presença
água flamejante e concreta
Para iniciar em rodízio as engrenagens
Engrenagens a girar, a dobrar, a rir
Incendiando o céu em fagulhas verdes,
um suave aroma de incenso,
êxtase pleno
perto as rochas se arrepiam
Rocha mole contrai um nervo
E dilata as veias
Para que se deslize suavemente entre elas
seu contorno inteiro
Mas enquanto o tempo passa,
e ele não carece motivo,
ainda é hoje
E hoje-ontem e amanhã-hoje
As folhas do calendário se esculpem,
pedra sólida e pura,
Nas rochas oculares que capturarão
o mundo e o esculpirão,
pedra maleável e diversa,
Para si
Mas não!
Trago uma caçamba cheia de hojes que,
água murcha e pálida,
Enverniza.
Remove aquelas digitais
amassadas na pedra com paixão
Lixa o suor
deixado na veia da pedra pelo trabalho
E o céu de dia é tão simplesmente azul
O fogo é tão simplesmente vermelho
As comidas tem somente o próprio gosto
Meus pés sentem o chão somente
Minha pele sente a pele somente
Minhas artérias sentem o sangue somente!
Mas basta...
Basta a presença
água flamejante e concreta
Para iniciar em rodízio as engrenagens
Engrenagens a girar, a dobrar, a rir
Incendiando o céu em fagulhas verdes,
um suave aroma de incenso,
êxtase pleno
30 novembro 2009
Só um lembrete do Quintana ...
'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê,
perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia,
outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo
que infelizmente não voltará mais.'
Mário Quintana
08 novembro 2009
Caravanas
Afectos"

Assim pouco a pouco
Cai a distância como bruma
Espessa e quente
Nos frágeis fios da teia dos afectos...
Qual estranha espuma dissolvente,
Parte um, depois outro,
Até que o nada se instala sem aviso!
Logo falamos estranhos línguas,que não o mirandês
Palavras soltas como gumes escondidos...
Fechada que é a alma,
Selados os sentidos...
"CANTICO DO AMOR AUSENTE"

Como as cordas do meu violino sem música
vibras em todas as aldeias do meu sangue
onde tudo começa e onde tudo acaba
e tu, ainda circulas como um barco
por vezes sem rumo e sem vela
Te fizeste raíz e tronco
na terra árida por alvorecer
onde semeaste rosas,
girassóis e verdes Eras
e na alta chaminé
ateaste o lume e o fumo
duma fogueira ardente
de primaveras
que o Outono teima
em fazer acontecer.
Quisera recuperar o fogo
e as alegrias de outros momentos
e de novo te esperar na janela
que em Junho se abria de par em par
para contigo sonhar as fantasias
que como um jogo
sempre tinhas para contar
Quisera recuperar todas as notas
desse meu violino esquecido
a emoção e o Hino da Alegria
como celebração de nosso destino
.
x

Quando o dia não for mais dia,
E a flor que desabrochara na manhã,
Deixar cair suas pétalas ao vento,
E aquela gente toda apressada,
Na fila do trem lotado,
Naufragar nos bares obscuros,
E o sino que feliz anunciava
O raiar de mais um dia,
Estiver enfim adormecido,
Nesta hora por certo ainda estarei,
Pela janela de meu quarto sozinho,
Na espreita a esperar,
O despontar de teus passos miúdos,
Surgindo no silêncio dos horizontes,
Num andar sem pressa de chegar,
Sorrindo teus destinos indecifráveis,
Acenando-me num gesto quase despercebido do olhar,
Despertando o sabor de antigas paixões,
Esquecidas no musgo do cotidiano,
Fazendo-me crer ainda que tarde,
No sentido belo daqueles sonhos de criança,
Quando acreditava em amores e magia,
Quando sorria pequenos risos de viver...
E a flor que desabrochara na manhã,
Deixar cair suas pétalas ao vento,
E aquela gente toda apressada,
Na fila do trem lotado,
Naufragar nos bares obscuros,
E o sino que feliz anunciava
O raiar de mais um dia,
Estiver enfim adormecido,
Nesta hora por certo ainda estarei,
Pela janela de meu quarto sozinho,
Na espreita a esperar,
O despontar de teus passos miúdos,
Surgindo no silêncio dos horizontes,
Num andar sem pressa de chegar,
Sorrindo teus destinos indecifráveis,
Acenando-me num gesto quase despercebido do olhar,
Despertando o sabor de antigas paixões,
Esquecidas no musgo do cotidiano,
Fazendo-me crer ainda que tarde,
No sentido belo daqueles sonhos de criança,
Quando acreditava em amores e magia,
Quando sorria pequenos risos de viver...
Caixa de Sentimentos
Tenho Fé
07 novembro 2009
DE TUDO QUE PENSO

Faz-se poesia
da alma
algodão doce, criação
Esperança de letras que caem do céu da imaginação
a mais pura arte, pura magia, suor das tintas
emoção escrita que não tem momento
Só tem sentimento
nunca tem máscara a não ser que o poeta queira
Absoluta certeza, ou não
Uma calibragem de amor e ódio
Passos largos, passos longos
Dizer "te amo" é fácil
Escrever "te amo" é quase impossível
não caberia em mil resmas
mas mesmo assim tentarei.
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