Mostrando postagens com marcador Ulisses A Pereira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ulisses A Pereira. Mostrar todas as postagens

26 junho 2011

Self'



Sinta apertar, o pulso grita
Sinta desfalecer, a mão é fria
Sinta ruborizar, a vida, é tudo o que possuímos...

Sinta morrer, o tédio é um suplício
Sinta crescer, experimente uma dádiva
Sinta viver, a vontade é maior que tudo

Sinta deixar, o que realmente vale à pena
Sinta preocupar, tudo aquilo que possa te fazer algum bem
Sinta, é mais fácil ir...

Sinta, apenas sinta
Sinta o que você mesmo pode proporcionar ao seu próprio-self*.

*Chame de liberação, ou frustração. Eu nem mesmo sei o por quê de ainda me importar. Vivendo e vivendo; a vida é tudo o que eu mesmo posso me proporcionar.


15 junho 2011

Prelúdio da Queda


Leve-me para baixo
Arraste-me para o chão
Deixe-me lá, distante

Sagrado céu escurecido
Por que tão baixo
Reza contundente
Por que tão baixo...

Sombras, tormento eterno

A morte, enfim chegou
Tão lentamente
Você consegue ver o inimigo
Acabou...
Sobrou apenas a falta de fé desacreditada

Leve-me para baixo
Derrube-me lá embaixo
Enterre-me mais uma vez
Naquela sua distante terra santa

Nunca para o maldito...

No ar, vida é revelada
Às chances, eventos, discernimento amontoado
Regras...
Vida ordenada, ordinária
Seca até o último instante

Derrube-me de novo
Abrace-me agora, neste pequeno segundo

Prelúdio da queda
Não correrei mais de você
Meu prelúdio da queda
Não fugirei mais de você.


14 junho 2011

Madrigal



Você me desfez, no ébrio e doce som do destino
Estamos cansados, mas livres de tudo
Você me desfez, na brilhante e refinada luz no final do túnel
Estamos cansados, mas livres de todos

A canção noturna está sendo tocada
Lá adiante, em cima das nuvens
Ela está lá esperando por mim, por nós
Ébrio, brilhante, doce...
- luz e som

Você se foi junto com o ar matinal
E eu fiquei, acompanhando o luar soturno
O limiar sagrado das almas desfocadas

Fui levado para longe
Deitado gentilmente em uma poça
Fui levado de mim, roubado de mim
E fui desaparecendo...
Desvanecendo em um cuidado delicado

Esta foi a minha nova noite
O cheiro de vinho, o calor do verão
Impregnados em mim...
Meu solícito e confuso pesar de solidão.


12 junho 2011

Línguagem Silenciosa



Eu vejo você
Todos os dias, todas às noites
Eu vejo você, através de sua janela escura
Eu não queria ver – eu juro que não, mas é mais forte do que eu
Eu só queria poder oferecer palavras....

Eu sei onde você vive
Sei qual a sua escuridão preferida
Gosto de ver você indo dormir, sonhar
Amputei meu coração - ele ainda bate, se alimenta de sua imagem
E o enviei para você, mesmo estando longe
Mas nosso sangue, de alguma forma, está conectado
Talvez para sempre, talvez até o fim dessa noite

Vamos encarar o silêncio
Absoluto, como uma luz enfada
Aquela através das cortinas de seus olhos

O veneno corrói, corrói tudo por dentro
E, a falta, sintetiza tudo que sinto internamente
Tudo está lento, mas eu continuo
Tudo está lento, penso em desistir

Tudo está doendo, cada parte, cada ínfima parte
Como a mordida que você deu em meu coração
E a ferida que vai sempre estar aqui, em minha alma.


18 maio 2011

Nada; ninguém; lugar nenhum...



Iluminação – destruição em ascensão –
Formando e reformando, falsa pretensão
Línguas, águas afogadas em chamas
Destino, prostrado em nossas vidas...

Há loucura em sua aura divina
Somos, fomos, dúvidas, persistimos
Mergulhamos agora em falsa pretensão

Enterradas em solo fértil
Uma busca eterna, através de sonhos
Abaixo, brilhante, entre, sobre...
Venha meu lorde, minha espinha central de guerra
Venha meu senhor, acabe com está amargura terrena

Entre respingos celestes
Aclamados sobre o fogo estelar
Aqui estamos, perdidos entre o eterno
Aqui queimamos, sobre à brilhante companhia da luz

Entre o caos há equilíbrio
Guilhotinas antigas, sobre o fulgor resplandescente do sol
Venha, minha dolorosa devoção
Morreremos, seguiremos nosso novo Messias

Pulso em espiral
- voltas e voltas –
Círculos perfeitos, desenhados em minhas veias
Desdobre-me sobre o pecado
Preencha-me no buraco vazio de teu ataúde de carne

Procura, o outro lado, salvação, entrelaçados...
Sempre, agraciados pela voz, pelo gosto dos sentidos
Glorificação permanente, meu sagrado símbolo profético
Ninguém, lugar nenhum, nada...

Venha meu servo de espírito
Alimente está alma santificada.


15 maio 2011

'Soma



O fim começa à retroceder
Minha alma sem medo, ou dor
Rosa, em sua mais alta plenitude
Minha madrigal celeste
Estrela terrestre de minha alma
Respire o último tom violeta da terra
Exprima tua angústia, para longe, no céu
Vista-se de pedra, seja meu escudo de papel
Seja uma semente para este coração vazio
Plante-a, seja meu ópio nocivo
Seja minha soma diária
Minha sagrada, profana
Deixe-me ir, para mais além de teu corpo
Cubra os olhos, preencha minha boca
Arranque às feridas deste servo contraditório
Seja à minha mais nova arte negra
Seja um novo dia, em ascensão
Seja meu perdão diário, ao passado que tento esquecer
Entorpeça-me com teu odor, com o teu gosto
Beije-me, até poder afetar minha inteligência
Sugue tudo, tudo, todos
Deixe-me aqui, sozinho, no agrado de tua sombra
Não me importo mais com o mal, que ainda pode estar aqui dentro
O seu bem, será um novo filtro dentro de mim
Não me importo, não me importo mais...
Quero morrer em seus braços
Quero esquecer o gosto da dor
Aquele, entre a língua e o céu da boca
Não consigo esquecer, não me lembro de viver
Não me lembro de tentar, não me lembro de sentir
Não me lembro de mais nada, não quero, não desejo
Não mais, não mais...
É como se tivesse uma faca em meu peito
Berros ao nada, dizendo
- minha alma ganhou mais uma nova rachadura -
Estou aqui, minha pérgola enfeitada de flores e vinho
Sim, o vinho, o odor do inverno
Paira sobre suas asas divinas
Exala vida, para dentro deste boneco de ferro precário
Volte, volte para mim
Este servo maltratado, implora sua volta
Entorpeça-me mais uma vez
Seja à droga, da qual tanto necessito
Seja meu admirável mundo novo
Minha soma diária...
Seja o início, que retrocede ao fim de meu tempo.


30 abril 2011

Initium



A morte nos rodeia, como uma serpente faminta
Não conseguimos escapar deste tormento eterno
A dor que cresce por dentro...
Uma ruína sobre nossos pés
Encontramos um ponto cego de visão
Distribuindo adeus em nossos sonhos
Uma viagem negra através dos pensamentos
Vindas de você, de sua boca
Necessitamos de verdade
Aquela dolorosa verdade vinda de você
As palavras ácidas, que deterioram sentimentos
Pela morte que nos machuca aos poucos
Dizendo boa noite, meu querido...
Minha beleza está sangrando agora
Um apanhador involuntário
Provando o gosto pecador de teus lábios
O câncer continua aqui, em meu peito
Destruindo minha vida, minha alma
Enquanto corpos ficam parados no chão
Neste mundo sujo e infeliz
O brilho de nossas mentes está se apagando aos poucos
E nada pode nos levar daqui
Quando a dor aumentar, eu tentarei por você
Apenas cantando minha dor...
Adeus, meu querido.


20 abril 2011

Meu Sol Cianeto



A lembrança ainda está aqui
Permanece fechada dentro de mim
Corpos luminosos inundam-se de vida
Enquanto eu fico de pé a sua espera

Durma agora, meu sol frio
Durma, em meus braços cansados
Eu estou aqui
Eu estou aqui por você, e sempre estarei

Durma, meu sol luminoso
Espantarei teus medos
Preencherei teu vazio
Soprarei em tua alma

Durma, meu sol poente
Trarei cura para o seu coração
Irei secar tuas feridas
Com estas minhas lágrimas de orvalho

Durma, meu sol verspetino
Venha através do universo
Seguindo o desejo que nos destrói
Deixe-me devorar este teu lado fraco

Durma agora, meu sol cianeto
Estarei aqui quando você acordar
Apenas durma, em meus braços cansados.



18 abril 2011

Céu em Chamas



Eu sou a chama, que consome teu céu
Em minha procura, pela verdadeira essência
Os dias seguem mudando, do negro ao cinza

Uma procura indiferente, uma inocência devastada
Uma criança que reza, ajoelhado e mãos unidas
De espiríto pesado, uma outra procura por liberdade
Ignorando seu medo, e permanecendo sozinho, longe do mundo

A procura pelo homem, pelo seu Deus, em sua pele
Eu nunca rezei –talvez por isso sinta tanta dor
Estou tentando me satisfazer aos poucos, procurando por esta minha fé

A chuva está caindo agora, lavando minhas impurezas
A minha boca está em chamas, e o brilho se extinguiu
O mundo está quebrado, e minha mente desertada

Uma escuridão nova nasce em meu sol
O fôlego foi cortado pelas asas
A absoluta misantropia, foi finalmente libertada

A viagem, o caminho de vênus foi liberado para acesso
Estamos esmagados pelo silêncio divino
Um estagnado em glória, cego na luz, perdido na escuridão
Eu sou agora, teu céu em chamas.

03 abril 2011

Placebo

Arspoetika Picasso
Girl reading on beach


Darei algo em que você possa acreditar
Trarei cura para o seu corpo cansado
Trarei cura para à os seus machucados
A sua alma murcha
Mostrarei outras direções
Das quais você pode optar
Jogarei com você, até me cansar
Abusarei de você, até me sentir satisfeito
Usarei você em todos os sentidos
Abrirei sua boca, derramarei verdades dentro dela
Arrancarei seus olhos, com os meus próprios dedos
Usarei de minha armas, de minha própria força
Para mostrar para você a minha única verdade
Marcarei seu corpo com a minha saliva
Farei círculos com a minha língua
Farei você sangra em mim
Farei você acreditar em mim
Em minha única verdade
Tentarei trazer paz para à sua vida
Para à sua consciência, para à sua alma
Darei a você, algo em que possa acreditar.

02 abril 2011

O Lamento em Mãos Frias



Você vai estar lá, estará lá por mim quando eu precisar
Ou vai me deixar de lado como fez com todos os outros
A vida esta se esgotando, o tempo sempre foi um fardo
O mundo esta mudando com a minha visão

O amor, nunca foi o suficiente...

Estou desvanecendo, morrendo aos poucos
Caindo nos termos abstratos, desfigurados com o ódio
Como uma velha vela de cera, apagada e acendida várias vezes seguidas
Mas que nunca foi importante, apenas descartável, assim como eu...

Sou seu amante, preso em suas mãos frias
E em suas mãos frias, não passo de uma ferramenta

Quando você me levará daqui, quando vou poder pegar em suas mãos frias
E ser carregado deste pesadelo, deste cinza infinito
Quando vou poder dizer a mim mesmo que estou curado dessas feridas...



26 março 2011

Endecha para Outono

Via dolorosa, um pequeno sonho
Apenas outro ferimento
Que cicatriza através do tempo

Eu morrerei sozinho
Eu carregarei meu fardo
Eu me drogarei
Quero perder a minha consciência

O universo vazio
A humanidade perdida
Os círculos de medo
O fracasso eterno

Como um desejo morto
Que invade minhas veias
Minha alma dolorida
Ensanguentada

Entorpeça-me
Neste nosso novo desejo morto
Quero encontrar conforto
Em seu sorriso assassino

Estou faminto
Por estrelas reluzentes
Nascidas
No jardim rubro de teu sangue

Por vida
Que se perdeu
No outono de minha alma.

20 março 2011

O Nada

Sou o nada
Que rasteja através de sua sombra
Aquele que foi deixado para trás
Apagado
De suas reminiscências pronfudas

Sou aquele borrado
Eliminado de suas lembranças
Eu era aquela sua palavra vaga
Seu sonho esquecido

Eu era o seu sol
Levantando-se através do nevoeiro
Seus pequenos devaneios sóbrios
Apenas dizendo adeus

Sou o seu nada
Absolutamente transgredido
O seu estranho mundo novo
Com as portas abertas

Seu vazio interno, sua voz sem ação
O vazio de seus olhos
Aqueles que fazem você
Enxergar a sombria luz da lua

Sou aquele, ajoelhado em sua frente
Com a boca aberta
Esperando você derramar
Seus sonhos dentro de mim

O nada é o seu final
Em meus braços abertos
O nada é a cura
Para os seus passos cansandos

Você é o meu desejo profano
Quero ser o seu nada
Perdido em sua essência mais sombria
Encontrado, em sua virtuosa honra

Eu poderia ser tudo o que você vê
Eu poderia ser tudo
O que você quisse-se que eu fosse
Eu poderia ser um nada

O seu nada...

08 março 2011

Entregue-se ao Esquecimento



Minha humanidade
Foi extinta
Pela sua respiração
Ela foi apagada
Logo depois
Que você foi embora

Estou preso
Em um quarto frio,
Escuro...

A morte
Esta vindo aqui
Me buscar
Por todos os meus erros

Ela chegará
Esta noite
Assim como ela veio para você

O meu desejo
É que ela
Possa me levar daqui

Me entregar aos braços
Do esquecimento
E que eu me apague
Em seu peito

Este é o desejo
Que me consome
Que me devora

Quero ser entregue
Ao esquecimento

No qual eu simplesmente
Possa desaparecer...

Que eu possa
Abraçar a minha alma
Cobrir suas rachaduras
E deixar para trás
O tormento que foi viver... 


06 março 2011



O caminho luminoso
Brilhando, por você agora
Abaixo das montanhas
Abaixo de nossas estrelas

''Admitir, foi o melhor para nós mesmos...''

Aceitar a luz
E sangrar pelas nossas mentiras

A última gota de chuva
Que cai sobre a escuridão
A verdade fria
Amor e sofrimento

Aceitando uma verdade
Aos olhos luminoso
Entregando-se ao esquecimento

Caminhando sobre os portões do firmamento
Aceitando a sua partida
E seguindo, esta minha luz.


[[sem título]]



Almas caem do firmamento
Enquanto núvens escurecidas
Cantam aos céus
Com os seus trovões
Enquanto seus relâmpagos
Iluminam nossos mundos

Desbravando a terra
Enfurecendo o mar
Embates psicológicos
Destronam nossas mentes inquietas

Pobres de espírito
Mentes pequenas
Sonhos confusos
Mártires universais

Fantoches de pano
Em poder maior
Uma salvação esquecida
Presa...
Dentro de nós mesmos.



19 fevereiro 2011

Katharsis




Absorver todos os medos
Coletar todas as mentes
Por todas ás serpentes que nos cercam
Por todos os demônios que nos machucam
Existimos
Nessa fúria descontrolada
Nessa última batalha sangrenta pela verdade

Asas que voam livres
Mãos que quebram corpos
Por todos os demônios
Em nossos corações

A dor
O amor
O sangue
O ódio

Clínicas vazias
De um coração salvo
Lágrimas enferrujadas
Mentes cegas
Olhares desesperados
Vida que se deteriora 
Com o tempo maligno

Morte...

Eu ainda quero sentir o cheiro
De todos os medos
Da angústia
Quero ter o prazer 
De quebrar todas as lágrimas

Quero provar 
Da solidão.