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03 junho 2011
Prolixidade
Antes degradante,
que profetizasses a gentileza.
Escritas ilícitas sobre paz.
Frases nas bases ludicas da tristeza.
Letras.
Vogais e militantes consoantes,
apagadas nas paredes gastas e chapiscadas
convertida em castas do túnel inseguro.
Contempla o teto
colorido do universo privativo escuro.
Limitadamente lembra no intimo:
que ainda possui seus resíduos tímidos,
Encardidos. E nitidamente inapto,
como quem dá os primeiros trêmulos passos...
Percebe que estão em você meus predicados.
Imediatamente nós deixou de ser terceira pessoa.
Virou artigo inapropriado...
Obviamente o espelho não mente.
No claro!
Porém, a verdade adornável
só é avistada pelos olhos avisados.
É marcada a senteça estática do juri-poeta,
que adorava a causa das palavras estetas.
A silhueta vislumbre, cume da guilhotina
veloz, algoz, atroz que mais um peito partia.
E de duvidas lucidas ficaste vil minha ida
Sem a inexorável e linda apatia.
Chega a soar poético,
esse conjunto do raciocínio hermético
acompanhado pelo sem nexo.
18 maio 2011
Phobia
No fundo,
eu tenho medo...
De descobrir
que durante todo esse tempo
fui um pseudo.
De ter transformado
um imbecil qualquer
em reverendo.
Ou talvez ter sido
submetido a tais tipos
de caprichos vis.
Onde o conhecimento
que expandi,
só trouxe a mim
miopia-daltônica.
Ironia concisa,
evitando o desgaste
das proparoxítonas.
E reprovado na neurolinguistica.
Restless...
É obvio!
Assim posso,
eliminar o hábito melancolico
pelos poros.
Sei que as fobias que demonstrei,
estão com mofo.
E também, o objetivo era outro.
Porém, escrever já me traz
um desconfortável conforto.
16 maio 2011
Perante a Nix,
Não se iluda
com a Medusa
disfarçada de Afrodite,
E quando olhar em seus olhos, vixi!
Tum, tum, tum, tum,
coração petrifique.
Só Eros pra induzí-los
a tamanhas tolices.
Sei quem gargalhava
enquanto estava
com síndrome
de obra inacabada.
Da ribalta observei
seu me ver tendo um
ataque de inspiração.
zé-povinho é uma espécie de Hidra,
com máscara simpática
e por onde passa
exala opiniões mortíferas.
A cada
cabeça cortada,
surge uma nova com 10 linguas
pra falar da sua vida.
E quando chegarem ao apogeu
perceberas que não há paz
nem nos braços de Morpheu.
Sou um anjo decaído,
agora canonizado
por ter ido
e voltado
do Tartaro...
A vitória é um banquete
dos deuses por mim degustado.
Sem remorso,
ampute o despresível.
Comece pelos: "eu não posso...
eu não consigo..."
Há quem pularia se a felicidade
fosse um abismo...
08 maio 2011
Libris Scripta
"Plínio,
sequer acreditaria
que ficaria tão exímio.
Ou que após transformações
o lápis seria derivado
do romano Stylus.
Entenda nas divações.
realmente é, Idílio..."
Nesse rito esquisito
dentro do viveiro.
No silêncio,
germinam as sementes
do Pinheiro.
Conjura purificação,
no crescimento.
Dissipando a combustão
do gás carbônico.
E devolvendo o oxigênio
acentuado pelo número atômico.
Os entalhes surgem,
passada a puberdade,
temporal que ruge.
Onde galhos são podados.
E, para o solo servem
como calcio.
Então, a arvore
atinge a maioridade,
na qual passa pela serragem.
A madeira é cortada,
descascada, dividida
em tabuas finas.
com 18x7,5 centimetros de medida.
Onde será seca, tingida,
até ficar rosada e macia.
Passado esse ciclo,
uma maquina desvairada,
abre as ripas em semicirculo.
Eis que o que já foi o ouro negro
é introduzido.
Seu nome é derivado do escrever
no grego.
Mas em inglês foi lead,
no termo histórico restrito.
Soma-se os expoentes,
mas, pouco entende-se,
que assim como o Big Bang.
a descoberta do carbono
está anexa como fruto
de um escombro.
Que futuramente beija
as páginas em branco.
Pai de vogais e consoantes.
De matizes variantes.
Que em suma necessitamos.
A grafite que se usa,
não é pura.
É simetria.
É mistura de argila
e agua condicionada
a altas temperaturas.
Até obter o formato cilindrico
como espessura.
E na sequencia,
outra canaleta de madeira
se acrescenta.
Tornando-os peça unica.
Sou simples, sou claro.
às vezes colorido,
para contrastar os espasmos
ao ser apontado.
sou fino de traço largo.
Escrevo e tenho dislexia
ao contemplá-lo.
discreto, redondo, hexagonal.
Biodegradável.
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