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11 junho 2011

Fragilidade


Impulsos, descontroles, devaneios,
todos de encontro a todos se atirando,
os potes da loucura transbordando
porque já não aguentam estar cheios.

Viver consigo mesmo requer meios
que a falta de caráter, sabotando,
vai muito mais do que dificultando,
quando oferece à vida estes passeios.

Uma alegria de almanaque, falsa,
mais uma liberdade mentirosa
passeiam de mãos dadas, trocam juras.

Fragilidade que se põe descalça
cortando os pés em pedras cor de rosa
para curar feridas mais escuras.
11.06.2011

10 junho 2009





Só mais um tempinho,

dizes, como se o século

compreensesse diminutivos.

28 março 2009

Cantiga para Celina

Celina, Celina,
guerreira menina,
menina guerreira
de toda maneira
o sol te ilumina.

Tu vais e tu vens
e tudo que tens
se espalha, se inclina,
luar na campina,
o gosto e os vinténs.

Celina querida
amiga da vida
de todos os jeitos:
ruins ou perfeitos,
chegada ou partida

Tu vens e tu vais,
levantas e cais,
curando feridas
na força contida
no que tens a mais.

Celina guerreira,
és sempre a primeira
nos jogos fraternos,
fugazes e eternos,
no centro ou na beira.

Eu sou teu amigo,
tu és minha amiga
e o mais que se diga
é menos que a viga
de amor que nos liga
e eu canto contigo.


* Ganhei do Rogério editado no "Rosto de Muitas Cores"


Em teu rosto de muitas cores
eu perco as minhas.
Mas não me importo


Em teu rosto de muitas cores
meu sonho de ser pintor
nem precisa se realizar.

01 maio 2008


Nossas palavras, inúteis?

Até pode ser.

Mas que utilidade tem

a utilidade?