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28 setembro 2011

Tuyo jardín


De poco en poco, la alma
descomponese en agua
Y vaya así fluyendo
Sin dirección ni sentido

Como una lágrima cuál surge
Sin pesar e comparte el camino
De fisuras que las decepciones
Hicieron en mi corazón

Y de pronto desaparece
Y cada flor que yo veo
Recuerdo de ti y creo
Que tu no harásme más

Ninguna raja, y aun sabrás
Cultivar flores en los caminos
Dónde florecerá tuyo hermoso jardín
Para que tuyo hogar quede contigo


23 junho 2011

De seu amado


Os traços leves de teu rosto
Combinam com meu o gosto
Assim como a noite combinou
Às estrelas e lua que nos velou

E esta tua saudade minha querida
Também se faz presente em mim
E se não te digo, é porque enfim
Não temos encontro, só despedida

E eu não quero ver-te presa e só
Ao meu castelo de folhas fracas
Que ao invés de base, dá-lhe pó
E que o vento cortaria feito faca

E tal poesia pobre, é porque é triste
Me amas e se diz feliz, eu choro por ti!
Que quer guardar-me em toda parte
E só cabem as promessas que ouvis-te!


01 maio 2011


Meu peito suspira a espera
Como se cada suspiro
Fosse contando regressivamente
O momento que cessará

E te verá, aos poucos, enfim...

Minha boca treina o verbo
Para não delatar minha timidez
E por ela não ser condenado
Para este momento que se repetira

E te verá, mais um pouco...

Minhas mãos treinam o laço
Para entrelaçar firmes
E porém soltá-los
Para que você volte e os amarrará

E novamente, porque queira...


Prometo-lhe



Prometo-lhe conhecer-te ainda
Pois o encanto é tanto que invade
E faz esta vontade ser infinda
E os dias pararem pela ansiedade

Pois sinto que para beirar-te
O caminho, eu não desviarei o meu
Apenas terei que aproximar-te
E se unirão, feito linha de mar e céu

Como se o horizonte demarcasse
O que nos separa, tal linha invisível
Sem dividir, apenas um impasse
Para que entender-te seja impossível

E assim perdure sempre teu encanto
Por mais que a todo momento eu olhe
Eu não entenda-lhe nunca, e no entanto
Entenda-lhe tanto que possa amar-lhe


16 abril 2011

La vuelta tuya



Y aquel último beso
Cuál no quedouse en la boca
Quedou como uno solicitud en la garganta
Y hice doler, dolí el pecho!

Pero ahora, como el primero
Ofrecesme lo que denegaste
Dices que quieres a quién renegaste
Per que esperasteme quedar entero?

Ahora tuyo beso, que antes faltaba
Solo puede hacer restar y molesta
Pues hace recordar el dolo
que fue cuándo no lo tiene

Ahora el pecho que antes palpitaba
Aprende con el dolo a hacer canción
Tamborilea uno samba sobre min
Y danza mi melancolía en el corazón

20 março 2011

à Celina

Os teus olhos buscam
Dois mundos imensos
Que você mastiga
Nos fins do teu sorriso

Como se o infinito
Ou a estrela mais brilhante
Pudesse dizer mais que o momento
E no fim das contas dizem

Os teus olhos se tornam
Dois mundos imensos
Que se fecham e nos juntam
Nos fins do teu sorriso

Como misturam-se noite e dia
Na espera do pôr-do-sol
Como não houvesse nada mais belo à ver
E no fim das contas havia

14 novembro 2010

Ciúmes

Quando me vi sozinho
E te vi em outros braços
Fui bailar enfim os passos 
De tristeza em meu caminho 
E a cada rodopio feito 
A cada pele que não minha 
Doía um pouco o meu peito 
Doía a alma, tão sozinha! 
E se eu quis partir mas fiquei 
É porque assim deixaria perdida 
Logo aquela que eu tanto pensei 
Ter em meus braços por toda a vida 
Se de doer aos poucos, tão pequeno 
Fica o coração dentro de mim
É porque a angústia é grande assim
Como o meu amor por ti é pleno

19 setembro 2010

De Daniel à Karla (poesia encomendada)




Queria tanto dizer-te minha amiga
Que o que pensamos ser besteira
Nao o é, nem há outra maneira
Senão te amando pra que feliz eu siga

Que me encanta em ti cada detalhe
Mesmo sem querer, te vejo em tudo
Mesmo sem saber, és forma e conteúdo
Feito poesia que em mulher se entalhe

Que sonho preencher um dia o vão
Entre seus dedos com a mão minha
E nunca mais te deixar sozinha
Levar no dedo o nome já no coração

E dizer-te ainda que o melhor amor
É o que sabe ser o melhor amigo
E o amor mais sincero, está comigo
Feliz ou triste como sua resposta for

01 novembro 2009

Silêncio




E no silêncio
Ouvi meus pensamentos
Como se não tivessem fim

E do silêncio
Apenas restou a mim
Como partes tuas aqui dentro

E na ausência de tudo
Eu encontrei o perfeito
Visto não haver defeito
Como lembro-te igual agora

E ao ouvir voz e mudo
Tua voz sussura sorrindo
Pouco a tanto se esvaindo
Como fosse de dentro a fora

20 setembro 2009

*



por tanto iludir, teu realismo pasmo
e te espanta meu encanto, ficas perdida
e como seguir ao mesmo entusiasmo
se a esperança pouca quer perdida

ao que indiferença seja teu desejo
e por teu segredo, reavivo e inspiro
a esperança, e ao dizer o que almejo
meu maior grito é ainda um suspiro

e se sobra do silêncio, estar perto
meu passo não vai em tua direção
vão os passos contra o pensamento?
ou não possa um segredo ter ação?

e se sobra em segredo, olhar pra ti
ver teus olhos me contentem o peito
e se os teus seguem por outra parte
me instiga o que pensas ao teu jeito